• Categoria: fim
  • segunda-feira, 23 de julho de 2018

    Não passou

    Quando você foi embora, me machucou de um jeito que achei que nunca mais fosse parar de doer. Nunca alguém tinha feito eu me sentir daquele jeito, era como se tivesse aberto um buraco negro dentro do meu peito. Doeu tanto. Passei noites em claro chorando. Os dias tornaram-se difíceis. Na verdade, tudo sem você passou a parecer um desafio.

    Eu poderia jurar que os machucados não iriam cicatrizar. Toda vez que me diziam algo como “isso vai passar” “tudo vai ficar bem” a única coisa que passava pela minha cabeça era que nada disso era verdade, não ia passar. E, de fato, não passou. Cicatrizou, já não dói mais, mas não passou. Ainda há um vazio dentro de mim.

    É como se eu estivesse por aí, vagando incompleta. Tento me convencer de que isso é apenas parte do processo, logo vou me sentir inteira de novo. Mas quem estou querendo enganar? Quando você foi embora, levou consigo um pedaço meu. E eu fiquei pra trás, meio perdida, com essa sensação de que não vou conseguir me encontrar de novo.

    segunda-feira, 16 de abril de 2018

    Deixa ir


    Há momentos em que a melhor coisa a se fazer é deixar pra lá. Por mais difícil que seja, insistir em algumas situações só serve para criar machucados e cicatrizes. Não há porque ficar se machucando assim, tampouco permitir que te machuquem. Sua saúde mental é mais importante do que qualquer relacionamento fracassado, do que qualquer outra pessoa.

    Então, por mais difícil que seja, a melhor opção é deixar ir. Deixar ir quem não quer ficar, quem não merece ficar. Deixar ir tudo aquilo que te machuca e te coloca pra baixo. Deixar ir tudo o que te faz mal. Apenas deixe.

    Faça de você sua maior prioridade. Não é errado ser um pouco egoísta às vezes, muito pelo contrário. Existem situações em que é necessário ser. Em que você precisa se priorizar e se colocar em primeiro lugar. Porque quando as coisas estiverem difíceis, não terá mais ninguém lá por você, senão você mesmo.

    terça-feira, 13 de março de 2018

    O que você fez comigo, moreno?

    Eu tô por aí, sabe, caso queira saber de mim. Sei que disse que não desistiria de nós, mas não tive muita escolha. Você não me deu escolha, moreno. O que me restou foi seguir, ir em frente e torcer para que tudo fique bem. Prometi que ficaria ao seu lado, eu sei. Queria poder cumprir essa e todas as outras promessas que te fiz, só não sei como. Você parece tão bem sem mim. E isso dói. Desculpe, talvez seja egoísta da sua parte, mas eu queria poder ser o motivo da sua felicidade. A ideia de te imaginar tendo uma vida longe de mim, machuca.

    Sei que o tempo não para, a vida segue. Só que é difícil, sabia? É tão difícil lidar com tudo isso. Ainda existe uma parte minha que torce para ser você cada vez que a campainha toca. Enquanto a outra parte, a parte sã, tenta me convencer de que não adianta esperar. Você não vem. Você foi pra nunca mais voltar. Até consigo ter os pés no chão por alguns segundos, então a saudade bate e me traz um mar de lembranças. Por mais que eu odeie admitir, eu sinto sua falta. E cada dia que passa, a saudade só aumenta. É frustrante isso. Esperar por alguém que não vai voltar.

    Foram tantas idas e vindas, acho que por isso ainda me permito acreditar que você irá voltar a qualquer hora. Porque era o que você sempre fazia, você voltava. Não importava o quão feio tinha sido a discussão, nós sempre encontrávamos o caminho de volta. Só que dessa vez parece ser diferente. Eu não quero ter que viver sem você, mas estou sendo obrigada a viver. Isso não é justo. Nós lutamos tanto, enfrentamos tantas coisas juntos, não deveria ser assim. Não deveria ter acabado desse jeito. Não deveria ter acabado.

    Você deveria estar aqui, com os braços em torno do meu corpo me apertando num abraço enquanto eu sussurro sobre o quanto estou feliz por estarmos juntos. Mas você não está. Tudo parece tão errado, sinto como se tivesse perdido meu lar. É como se eu estivesse por aí, vagando sem rumo, sem saber por onde ir, completamente perdida. O que você fez comigo, moreno?

    sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

    Não quero mais fingir que tudo está bem

    Dica: dê play aqui e antes de começar a ler.

    É mais uma noite em que preciso fingir que tudo está bem. Preciso esconder tudo o que estou sentindo agora e sorrir. Sorrir, mesmo sem você. Eu preciso sorrir. Não sei bem quem estou tentando enganar, se são eles ou eu mesma. Tudo parece tão confuso, sabe? Eu devo mesmo sorrir? Devo mesmo fingir que tudo está bem? Não parece certo. Mas quem se importa? Não deveria ser assim, eu não deveria me importar. Só que me importo. Por favor, não me faça fingir uma falsa felicidade. Está tudo fora do lugar, sinto que estou perdendo o controle.

    Talvez eu já tenha perdido o controle. Talvez tudo o que sinto agora, seja apenas as consequências pelas minhas escolhas passadas. Como é que chamam isso mesmo, karma? É, talvez seja meu karma ter que sorrir quando na verdade quero chorar. Talvez seja meu karma ter que aguentar tudo isso calada. Talvez seja meu karma ter que vê-lo partir desse jeito.

    Tudo vai ficar bem, é o que digo a mim mesma todas as noites. Acabou uma parte da minha vida, não toda ela. Ainda há muito o que acontecer. Tenho muito o que encarar pela frente, não é? Acho que todo aquele clichê de "você é nova, ainda tem uma vida toda pela frente" se encaixa perfeitamente em tudo isso. Se fechar os olhos e me concentrar posso até mesmo ouvir a voz da minha mãe dizendo isso. A verdade é que eu sei. Sim, eu sei. Não é o fim do mundo. O universo não irá parar apenas porque estou sofrendo, a vida continua seguindo. Eu sei de tudo isso. Sim, eu sei. Ainda sou bastante nova, ainda tenho idade o bastante para quebrar a cara mais um milhão de vezes. Claro que eu sei. Não sou tão ingênua assim. Apenas não quero mais fingir. Na verdade, acho que não consigo mais.
    Qual o sentido de tudo isso? Qual o sentido de colocar um sorriso no rosto enquanto meu mundo desmorona? Eu realmente preciso parecer feliz? Por que não posso simplesmente deixar a dor entrar? Tentar ser feliz é tão cansativo. E estou cansada. Não quero mais ficar sorrindo por aí sem vontade. Não quero mais fingir que tudo está bem, porque não está. 

    domingo, 6 de agosto de 2017

    Deixo você ir

    Se quiser, posso te deixar ir. Não vou insistir, te deixarei livre. Se for isso o que você quer, tudo bem. Não vou te prender. Não seria justo com você, nem mesmo comigo.

    Não sei o que vai ser de mim. Mas tudo bem. O amor é isso, certo? O amor não prende. O amor não tem como ser forçado. Então, por favor, vá. Siga seu caminho, que eu seguirei o meu.

    Caso sinta saudades, sabe onde me encontrar. Mas só volte se for pra ficar, não quero ter que lidar com várias despedidas. Não sou boa com isso. Não sei lidar com finais, eu não consigo.

    E se você voltar, não vou conseguir te deixar ir de novo. Então, não torne isso mais difícil do que já está sendo. Quando estiver pronto para ficar de vez, estarei aqui. Até lá, siga seu caminho, que eu seguirei o meu.

    Isso não é um adeus. E sim um até logo. Porque sei que cedo ou tarde, nos caminhos irão se cruzar novamente e você não irá mais sair do meu lado.

    domingo, 30 de abril de 2017

    Rascunhos sobre nós

    Tem algo aqui dentro do meu peito, não sei exatamente definir o que é, mas dói toda vez que penso em você. E por algum motivo, está sendo inevitável não pensar em você. Me pergunto o que é isso, o que está acontecendo comigo? Você sempre me fez tão bem, por quê tá doendo desse jeito? Onde foi que as coisas começaram a dar errado? Sabe, sinto falta de como tudo era tão simples antes. Como fomos deixar isso tão complicado?

    É como se algo extremamente pesado estivesse massacrando meu peito. Tudo que eu queria agora era correr para os seus braços e te ouvir dizer que vamos dar um jeito, que vai ficar tudo bem. Mas você não está aqui, não mais. Não consigo te alcançar. Eu quero gritar. Quero te gritar. Quero pedir que você volte, mas não posso. Não consigo nem mesmo te chamar, não me resta forças. Gastei toda energia que eu tinha tentando consertar as coisas.

    Eu tentei tanto. Nunca te quis tão longe assim, pelo contrário. E agora, mais do que nunca, eu te quero aqui. Eu preciso de você aqui. Preciso te sentir. Preciso ter a certeza de que ainda podemos consertar tudo isso. Por favor, me diga que ainda podemos dar um jeito nisso. Diga que o que temos é maior que tudo isso. Diga que me quer por perto. Acredita em nós. Nós podemos fazer dar certo, eu sei que sim.

    quarta-feira, 19 de abril de 2017

    Acabou


    Eu gostaria de dizer que não superei você. Apesar que costumo dizer a mim mesma que superei. A verdade é que não tenho certeza se quero superar. Você foi uma parte tão linda da minha vida que me dói saber que acabou. E acabou por quê? Eu não sei, e é isso que mais dói. Saber que tudo acabou assim, sem nem mesmo ter um motivo. A última vez que tentamos falar sobre isso tudo ficou meio confuso, eu te acusei de ter se afastado e você me acusou de ter te afastado. No começo parecíamos dispostos a consertar as coisas, mas não foi bem assim que aconteceu, né?! Nas primeiras semanas até tive a esperança de que tudo voltaria ao normal. Mas não voltou, não foi como esperado. Nós mudamos muito. Você não é mais o mesmo. Eu não sou mais a mesma. E talvez não aja mais espaço para mim na sua vida. Do mesmo modo que talvez não aja espaço para você na minha.

    Sabe o que é mais estranho de tudo? É que eu tinha certeza que seríamos para sempre. Nós tínhamos planos, tínhamos tudo planejado. Viajaríamos o mundo juntos e quando estivéssemos cansados, escolheríamos uma cidade, alugaríamos um apartamento ou uma casa e faríamos daquele lugar nosso lar. Num futuro distantes nós iríamos nos separar, claro, você teria sua família e eu a minha, mas até lá já teríamos vivido juntos tudo e mais um pouco do que havíamos planejado.

    Nós não vamos viajar o mundo juntos, não mais. Não vamos morar juntos, não seremos você e eu contra o mundo. Não mais. Estamos longe demais para fazer tudo isso acontecer. E essa nossa distância é a pior coisa que poderia existir entre nós. Estamos tão perto e ao mesmo tempo tão longe. No mesmo estado, mas em mundos diferentes. Na mesma cidade, mas em universos paralelos. Te vejo, mas não posso te tocar. Você me vê, mas não pode me alcançar. Tudo o que tivemos juntos foi reduzido a pequenos flashs de memórias, algumas fotos e nada mais.

    É doloroso dizer isso em voz alta, mas a verdade é que não somos mais os mesmos. Acabou. Não há mais nada que nos prenda um ao outro. Acabou.

    domingo, 22 de maio de 2016

    É pra sempre.

    Ele é louco por você, disseram.
    Eu nunca vou te deixar, disse ele.
    É pra sempre, acreditei.

    Ele realmente é apaixonado por você, disseram.
    Eu te amo, disse ele.
    É pra sempre, acreditei.

    Ele se preocupa com você, disseram.
    Eu sou incapaz de te magoar, disse ele.
    É pra sempre, acreditei.

    Ele é louco por outra, disseram.
    Eu estou indo embora, disse ele.
    É pra sempre? Não, não mais.

    segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

    Como lidar com finais?

    Desde pequena sempre fui péssima em lidar com finais, sejam finais de mês, ano, semana, amizades, relacionamentos, histórias e até mesmo com os finais das coisas que escrevo. Acho que meu maior defeito é esse: não saber quando por um fim em algo. Sempre tento prolongar tudo, sempre insisto em colocar uma vírgula no lugar do ponto final. Sei que mais cedo ou mais tarde vou ter que usá-lo, é inevitável, mas evito o máximo que puder. Talvez por medo, ou quem sabe seja apenas por insegurança mesmo. Não sei. Só não consigo, sabe? Tenho um certo pavor de finais.
    Veja só, faltam apenas duas semanas para o ano acabar e já estou me sentindo ansiosa. Não que eu queira ficar presa em 2015, longe disso, o problema é que sei que quando der meia-noite no dia 31 não vai ser apenas o ano que vai mudar, bastante coisa da minha rotina também irá mudar.
    Será uma nova fase. Novas pessoas entraram na minha vida. Assim como também muitas pessoas de quem gosto iram sair, é inevitável. Talvez eu até mesmo me apaixone. Quem sabe eu não tenha uma linda festa de 18 anos. Ou talvez eu passe meu aniversário isolada assistindo a séries na Netflix. Está vendo? Um fim traz tantas possibilidades, e isso me amedronta. O depois me dá medo.
    Tenho essa péssima mania de ficar imaginando o futuro, fico idealizando e organizando tudo. Crio roteiros, monto cenas e no final quase sempre me decepciono.
    Com isso acabei me tornando uma pessoa medrosa. Tenho medo do futuro. Tenho medo do que me espera. Apesar da pose de durona, sou uma completa medrosa. Tenho medo até mesmo de coisas que sei que são inofensivas.
    Não sou apenas medrosa, sou completamente sensível. Um exemplo disso é o modo como finais não só me assustam, como também me comovem. Já viu alguém sentir vontade de chorar em meio aos fogos de Ano Novo? Sempre tenho essa vontade. Porque é como se parte minha estivesse sendo deixada para trás, como se a partir daquele momento eu me tornasse uma nova pessoa.
    É assim todo ano. Faço da virada de Ano Novo uma despedida de mim mesma. Coloco um ponto final e parto para a próxima fase. Confesso, me sinto até um pouco destemida. Mas depois vem o desespero, o arrependimento e o maldito ‘e se?’. E se meu antigo eu fosse uma pessoa melhor? E se com isso eu acabe perdendo todos que amo? E se não estava na hora de mudar? São tantas perguntas, que sinceramente, não sei como não fico louca.
    Mas apesar de tudo, apesar de todo o medo e de toda insegurança, sempre sigo em frente. Sempre tento recomeçar da melhor maneira possível. Mas sempre com um pé atrás. Sempre tentando fazer o máximo para evitar outros finais, para que existam o número mínimo de adeus e despedidas.
    Por diversas vezes tentei achar uma solução para esse meu medo, tentei encontrar um melhor método de criar finais sem que eu me arrependa depois. E devo dizer que não há muito o que se fazer. O único jeito de não se arrepender é não deixar nada para depois. E não tem jeito, é inevitável não rolar lágrimas no fim. É inevitável não se sentir despedaço ao se despedir de alguém que você gosta, ou ao abrir mão de quem você ama. Isso é ser humano. É sentir mesmo que não seja o melhor dos sentimentos. É saber que você ainda está vivo. E ter a certeza que aquilo não é apenas um final, é também um novo começo. Que muitas outras coisas estão por vir, que ainda há muito o que acontecer.
    O medo é inevitável. Mas é preciso colocar um ponto final em algumas coisas. É preciso criar novos começos, novas histórias por mais difícil e complicado que possa ser. Sair da zona de conforto na maioria das vezes faz com que coisas surpreendentes possam acontecer.

    segunda-feira, 13 de julho de 2015

    Seu coração está partido? Tudo bem.


    Ele quis ir embora? Tudo bem. Seu coração está partido? Tudo bem. Você acha que nunca mais vai amar alguém? Tudo bem. Está tudo bem, garota. Por mais que pareça, isso não é o fim do mundo. Ele é apenas um garoto, mais um garoto dos muitos que ainda vão entrar e sair da sua vida. Mesmo que agora esteja doendo e você sinta que seu coração foi dilacerado, eu te garanto, daqui algum tempo tudo isso não passará de lembranças. É só um coração partido, você irá sobreviver. Ele é seu primeiro amor, não é? Sei bem como é se sentir assim, acredite. Não vou te garantir que dessa decepção não ficaram cicatrizes ou marcas, mas te garanto que depois de algum tempo você irá sorrir. 
    Não posso te dar uma receita para que essa dor toda finalmente passe, nem ao menos posso te dizer se irá demorar ou não. Porque isso só depende de você, depende de como você vai tratar essa dor. Se vai querer tornar-se depende dela ou se livrar dela. A primeira opção é a mais fácil, você simplesmente se conforma que está na foça e fica se martirizando e sofrendo. A segunda é difícil, mas é a melhor. Não é fácil se livrar de uma dor dessas, mas não compensa passar noites trancada no quarto chorando com um urso de pelúcia nos braços e uma panela de brigadeiro ouvindo a música de vocês. Coloque uma coisa na sua cabeça, garota, o que acabou foi seu namoro, não sua vida. Você ainda está viva e precisa viver. Você ainda tem uma vida toda pela frente e não é justo jogar tudo pelos ares porque um garoto idiota quebrou o seu coração. Ele foi apenas o primeiro, ainda haverão mais garotos, mais decepções, mais momentos de foças e mais lágrimas. Mas também ainda haverão mais sorrisos, mais festas e mais momentos felizes. Se você continuar achando que não há mais nada depois desse fim, você nunca aprenderá a viver.
    Quer sofrer? Tudo bem, sofra. Mas sofra em uma balada com um vestido colado, um batom vermelho e um salto alto, dançando com suas amigas e sorrindo. Não deixe seu sofrimento de amostra para plateias. Se quiser chorar depois que chegar em casa, chore. Mas acorde no dia seguinte sorrindo e radiante. Mostre para esse otário que te deixou que ao contrário dele, você não é apenas mais uma, você é a garota. A garota madura e independente, que se completa e não precisa de garoto nenhum para ser feliz. Mostre não só á ele, mostre para todos o quanto você é especial. Não se prenda ao sofrimento, permita-se ser feliz de novo. Vamos, levante dessa cama, enxugue essas lágrimas, tome um banho, coloque sua melhor roupa, faça sua melhor maquiagem, calce seu melhor salto e sai. Mostre á todos que você está bem, que você não precisa de garoto nenhum para te fazer feliz, porque você mesmo se basta, você mesmo se faz feliz. E o mais importante: mostre a si mesma tudo isso. Seja você mesma o amor da sua vida.