• Categoria: feminismo
  • segunda-feira, 6 de agosto de 2018

    Poderia ter sido mais uma

    A noite na rua, sozinha, ouço o barulho de passos. Olho para trás, ele está ali, se aproximando. Respiro fundo, tento manter a calma. Não há mais ninguém, só ele e eu. Tento me convencer de que é algo da minha cabeça, está tudo bem, não estou em perigo.

    Meus passos tornam-se rápidos, os dele também. Sinto minha respiração ir ficando pesada e o medo ir tomando conta de mim. Começo a listar mentalmente opções de fuga. Eu poderia correr, mas certamente ele me alcançaria. Eu poderia gritar, mas não tenho certeza se alguém viria me ajudar. Talvez se eu virasse em uma rua mais movimentada ele desista.

    Então eu dobro a esquina, entro em outra rua. Não tem muitas pessoas por ali, alguns casais de namorados, um carro preto que passa, um senhor de idade de mãos dadas com um garotinho e um grupo misto de amigos que parecem voltar de alguma festa. Respiro aliviada. Não estou mais sozinha. Volto a andar compassada, sem pressa. Até que percebo, ele continua me seguindo. Olho para trás e ele me encara. A sensação de pânico toma conta de mim. Torno a apressar meu passo com medo de que ele me alcance.

    Quero gritar por socorro e pedir ajuda, mas não tenho certeza de que é uma boa ideia. O que aquele pessoal irá pensar de mim? Será que me ajudariam ou me achariam paranoica? Percorro o olhar em volta na esperança de que alguém perceba o que está acontecendo, o casal de namorados na minha frente parecem estar presos em seu próprio universo, o senhor com o garotinho já não estão mais por perto. Então encontro um par de olhos castanhos me encarando, encaro de volta. Não preciso dizer nada, sei que a dona daqueles olhos castanhos entende o que está acontecendo apenas pelo modo com que ela me olha. Ela cutuca a amiga que está ao seu lado e fala algo em seu ouvido, a garota loira olha na minha direção e assente com a cabeça. As duas atravessam a rua e vão até mim com um sorriso no rosto como se me conhecessem.

    A garota de olhos castanhos enlaça o braço no meu, enquanto a loira diz num tom alto “amiga, que bom te encontrar!”. Respiro aliviada ao entender o que elas estão fazendo, dou um sorriso e sussurro “obrigada”. As duas me levam até o pequeno grupo de pessoas com quem estavam, desvio o olhar para trás e lá está ele, parado alguns metros atrás me encarando com uma expressão de raiva.

    Ao chegar em casa, reflito. Meu nome poderia ter sido mais um nas estatísticas. Minha história poderia ter sido mais uma entre muitas. Eu tive sorte. Não foi hoje que isso aconteceu, mas pode ser que amanhã ou depois eu não tenha tanta sorte.

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    FEMINISMO EM PAUTA
    O projeto "Feminismo em Pauta" é uma parceria entre os blogs "Ela matou o amor" e "Estações". Temos o intuito de mostrar a luta das mulheres nas diversas expressões e contextos que as envolvem, e assim, falarmos sobre assuntos novos e cotidianos para o nosso conhecimento, posicionamento e união dentro e para além do movimento feminista. Através de textos, indicações de filmes, playlists de músicas, resenhas literárias e cinematográficas, além de outras diversas formas de intervenção, vamos enaltecer, informar e empoderar a luta das mulheres.

    quinta-feira, 28 de junho de 2018

    É só mais um dia

    É só mais um dia, e como todo dia, é um péssimo dia para ser mulher. Um péssimo dia para ser mulher no Brasil, no mundo. Somos a maioria, mas tratadas como minoria. Somos obrigadas a ser forte desde pequenas. Assim como a luta, o luto é constante. Cada dia que passa somos agredidas, assediadas, estupradas e mortas. Cada dia que passa perdemos amigas, irmãs, mães. Ainda somos obrigadas a ouvir piadas e comentários maldosos. Além, de claro, levarmos toda a culpa.

    Nosso corpo não nos pertence. Nos intitulam como incapazes, como se precisássemos ter alguém do lado. Insistem em bater na tecla de que temos como obrigação reproduzir, usam como desculpa um tal de instinto materno. O discurso é sempre o mesmo, mulher nasceu para ser mãe. Não se preocupam em perguntar o que queremos, muito pelo contrário. Eles acham que sabem, acreditam piamente que realmente entendem tudo sobre nós. Mas a verdade é o contrário. Eles não sabem, tampouco entendem. Eles apenas acham.

    Carregamos o fardo que é ser mulher desde o nascimento. Somos ensinadas desde pequenas que devemos nos calar. Nos ensinam a submissão, a fechar a boca quando devíamos gritar. Nos fazem acreditar que devemos seguir o padrão imposto por eles. Não podemos usar roupas curtas, nem sair na rua sozinhas. Devemos permanecer caladas enquanto gritam conosco. Não podemos ter direitos, nem voz. Segundo eles, temos a obrigação de ser dócil. Não podemos nem mesmo possuir uma carreira bem-sucedida. Querem que a gente faça sempre o papel de coadjuvante, nunca o de protagonista.

    Ser mulher é isso. É ser obrigada a ser forte desde pequena. É ter que carregar o fardo de uma luta difícil e constante, que parece nunca ter fim. É se sentir cansada, mas saber que desistir não é uma opção. É estar de luto e continuar lutando.

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    quarta-feira, 4 de abril de 2018

    Playlist: GIRL POWER!

    Olá, pessoas! Esse é o segundo post do "Feminismo em pauta", que é um projeto meu com a Amabile (Estações). A intenção do projeto é promover o movimento feminista, com isso, montei uma playlist toda com músicas que tenham haver com o tema. Espero que gostem...





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    quinta-feira, 8 de março de 2018

    Não vou mais

    Por muito tempo fui calada, reprimida e obrigada a seguir um determinado padrão. Por muito tempo fui machucada, violentada e achei que tudo era a minha culpa. Por muito tempo fui chamada de puta, vadia, biscate, vagabunda e tive que aguentar calada. Por muito tempo fui obrigada a ser alguém completamente diferente de mim. Me disseram que eu não poderia ser alguém na vida, que deveria arranjar um marido que cuidasse de mim. Me disseram que era minha culpa toda vez que me gritavam cantadas com segundas intenções ou quando me puxavam pelo braço na balada. Me fizeram acreditar que eu não era capaz, que eu precisa crescer, casar e ter filhos. Me fizeram acreditar que era frescura minha ficar constrangida ou não gostar das cantadas maldosas, que eu deveria era ficar feliz. Me fizeram acreditar que assédio é sinônimo de elogio, e, por muito tempo achei que tivesse algo de errado comigo. Colocaram na minha cabeça que meu corpo era feio, que eu deveria viver de dietas caso quisesse ser bonita. Fizeram com que eu me sentisse inferior às outras garotas, com que eu desejasse ser uma pessoa completamente diferente. 

    Foram anos e anos sendo oprimida, sendo privada de direitos básicos. Foram anos de luta para que eu pudesse chegar até aqui. Levou muito tempo até eu poder descobrir quem sou e o tamanho da minha força. Não espere que eu vá me calar agora, porque não vou. Vim até aqui e vou continuar a seguir meu caminho, como eu bem entender. Não me importa o que você pensa. Não me importa que na sua cabeça eu esteja errada. Porque eu não estou, muito pelo contrário. Finalmente, posso me olhar no espelho e sorrir. Consigo me orgulhar da mulher que estou me tornando e não me importa se isso não se encaixa no seu padrão. Não estou aqui para te agradar. Não vou mais voltar atrás. Não vou mais me segurar.

    Se eu quero, eu posso. E não há ninguém que possa me impedir. Eu não preciso de alguém ao meu lado pra ser feliz, assim como não preciso vestir 36 ou ter o cabelo liso. Posso muito bem ser feliz sozinha. Posso muito bem cuidar de mim mesma. Posso e sou capaz de fazer minhas próprias escolhas. E é assim que vai ser. Essa luta é minha e irei até o fim. Não há nada que possa me calar, não mais.


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    quinta-feira, 16 de novembro de 2017

    Feminismo, pra quê? Pra quem?


    Muito vejo falar de feminismo por aí, mas quanto mais gente fala sobre, menos gente parecem saber o que realmente significa o feminismo. Vejo muitos definirem feminismo como "mimimi", vitimismo ou então rebaterem com argumentos do tipo "quero ver uma mulher dar conta de fazer isso". Sinceramente? Tudo isso me decepciona. Me decepciona que em pleno 2017 - quase 2018 - ainda seja preciso insistir e tentar mostrar para as pessoas o quanto o feminismo é importante.

    Não, meu caro. Feminismo não se trata de "mimimi", nem de vitimismo, tampouco se trata de mulheres querendo ser superiores aos homens. Pelo contrário, feminismo é uma luta por igualdade, somos nós tentando mostrar á vocês que não há nenhum sexo frágil e que podemos sim, fazermos tudo o que vocês fazem. Podemos dirigir ônibus, construir casas, consertar carros, ocupar cargos importantes em empresas. Não é nosso órgão genital que define o que podemos ou não fazer, somos nós. Não há um manual a ser seguido, mulheres podem e devem ser livres para fazer aquilo que bem entenderem, que bem quiserem.

    Estamos aqui em busca de igualdade e de direitos. Queremos poder andar tranquilamente pelas ruas, sem precisar ter medo. Queremos o direito de sermos quem realmente somos, sem precisar da aprovação de ninguém. O que nós queremos não é nada de tão excepcional. Nós queremos apenas o que nos é de direito, queremos igualdade, queremos respeito. E por isso o feminismo está aí, está para mostrar que podemos conseguir isso e muito mais. 

    Ser feminista não se trata de não se depilar ou de odiar os homens. O feminismo não é isso que tentam pintar por aí. Tudo o que queremos é nosso direito de escolha, é poder escolher o que vestir e quando vestir, o que fazer e quando fazer. É poder sair sozinha a noite sem o medo de ser assediada ou violentada. Queremos apenas o direito de decidir por nós mesmas, pela nossa vida, pelo nosso corpo, por aquilo que nós somos. O feminismo não é apenas pra mim, é para todas, até mesmo para aquelas que gostam de bater no peito e dizer que não são feministas.

    sexta-feira, 27 de maio de 2016

    E se fosse você?

    Essa semana aconteceu algo absurdo, uma garota de 17 anos foi estuprada por 30 caras que como se não bastassem tal ato, fizeram questão de filmar e expor o crime para quem quisesse ver na internet. Não consigo parar de pensar nisso, tento me distrair, ler sobre outros assuntos, mas tem um questionamento que não sai da minha cabeça: “e se fosse eu?”. E se não fosse a Beatriz, fosse eu quem tivesse sido a vítima? Ontem foi ela, mas hoje posso ser eu. Posso ser eu andando na rua e um estranho me abordar. Posso ser seu a garota que vão se sentir no direito de usarem apenas por estar com um short curto. Ontem a Beatriz, hoje eu, amanhã pode ser uma amiga minha ou prima, uma tia ou até mesmo minha mãe e minha vó. Nenhuma de nós estamos a salvo disso.

    Assim como a Beatriz, sou adolescente, sou mulher, gosto de ir em festas e uso roupas curtas. Assim como a Beatriz faço parte de uma sociedade machista, onde homens se sentem no direito de mexerem comigo na rua apenas por eu estar usando um short ou uma blusinha. Assim como a Beatriz todos os dias sofro abusos, ouço comentários como “ôh delícia” ou “ôh lá em casa” e piadinhas como “mulher no transito perigo constante” ou "você é mulher não vai entender". Assim como a Beatriz sou vítima todos os dias apenas por ser mulher em uma sociedade com um pensamento tão retrógrado.

    É inevitável não me colocar no lugar dela, uma garota de 17 anos de idade. Uma garota que independente da roupa ou lugares que frequentava foi vítima de um crime bárbaro. É inevitável não tomar as dores dela, uma garota que certamente tinha sonhos. Uma garota que tem uma família, e que além de ser violentada foi publicamente humilhada. É inevitável não lembra de inúmeras situações em que poderia ter sido eu essa garota.

    Em 2013, eu tinha 15 anos e como toda adolescente sempre gostei de sair, ir em shows e me divertir, assim como nunca vi problemas em usar um shortinho curto ou passar um batom vermelho apenas porque me sentia bonita. Em 2013, eu uma garota de 15 anos num show poderia ter sido mais um desses casos por aí. Eu uma garota de 15 anos, que estava me divertindo com minhas amigas fui abordada por um cara que veio logo tentando me beijar. Eu não queria aquilo, não queria beijar ele. Eu disse, não adiantou. Havia um monte de pessoas a minha volta, tenho certeza que todas viram a cena. Eu estava me debatendo enquanto o cara envolvia os braços na minha cintura e tentava me beijar a força. Minhas amigas? Já tinham sumido. Apenas uma das três que estavam comigo que tentou me ajudar, mas um outro cara encurralou ela também. E isso foi tudo em meio a multidão, com um monte de testemunhas, mas todos se calaram. Quanto mais eu tentava me soltar, mais era segurada a força, até que senti uma outra pessoa prendendo meus braços. Eu estava presa. Não tinha nem mesmo forças mais para pedir socorro e enquanto meus olhos percorriam pela multidão encontrei minha amiga na mesma situação comigo. Não sei da onde tirei forças, mas consegui dar uma joelhada no cara que estava me agarrando. Não sei dizer se foi muito forte ou não, mas ele me soltou e o amigo que estava segurando minha mão também. E o outro cara que estava em cima da minha amiga a soltou para ver como os amigos estavam. Naquela hora senti vários olhares sobre mim, a maioria de reprovação. E me senti culpada, não sabia o porquê e nem o que tinha feito de errado. Mas senti que a culpa era minha. Depois disso tudo aquilo perdeu a graça pra mim. Não tinha mais vontade de ficar naquele parque de exposições e liguei para meu pai em prantos. No outro dia, na casa da minha vó, tive que escutar que parte do ocorrido era culpa minha por ter ido com um short “tão curto” em um show.


    Hoje leio muitos comentários maldosos, muita gente julgando a Beatriz e dizendo que se ela estivesse na igreja rezando não teria acontecido. Vejo comentários falando que ela não deveria usar roupas curtas, que ela estava “pedindo”. E minha vontade é de chorar. Porque há quase 3 anos atrás poderia ter sido eu, poderia ter sido a minha história. E ainda pode ser, assim como ela, todos os dias quando saio na rua estou correndo risco de ser a próxima vítima. Assim como ela, todas as vezes que saio para algum barzinho ou show com minhas amigas, elas e eu corremos risco de sofrermos abusos. Isso levando em conta apenas os “abusos sexuais” e deixando um pouco de lado todos os comentários sobre nosso corpo que na maioria das vezes aguentamos caladas, que aliás também é um tipo de abuso. E você? Já se colocou no lugar da Beatriz? Já pensou que ontem foi ela, mas hoje pode ser você ou alguém que você gosta?

    quinta-feira, 26 de novembro de 2015

    Chega de Fiu Fiu

    Boa noite, amores! Sei que andei sumida, mas estou atolada de trabalhos e prestes á entrar em semana de prova, então relevem, please. Bom, o post de hoje é sobre uma campanha do blog Think Olga: Chega de Fiu Fiu. Quem me acompanha aqui, que chegou a ler meu último post, sabe que tenho uma ideologia feminista. Acho absurdamente escroto toda essa igualdade de gênero que as mulheres vem sofrendo ao longo dos anos, e uma das coisas que mais repúdio nisso são os assédios, e o pior, as desculpas dadas em relação á isso como: 'Ah, tava pedindo!' 'Usou roupa curta, queria o quê?'. Afinal, NENHUMA mulher pede para ser assediada, e quando falo sobre assédio não me refiro apenas ao estupro, mas também assédios psicológicos, físicos e verbalmente.
    Bom, a Campanha Chega de Fiu Fiu trata-se exatamente disso: mulheres lutando contra o assédio, contra a todo tipo de assédio. Sabe quando você está andando na rua e ouve coisas como 'gostosa' 'oh lá em casa' 'delícia'? Isso é assédio. Ou quando você está no ônibus e um individuo para atrás de você e começa a roçar no seu corpo? Isso é assédio. Ou então quando o seu namorado tenta transar com você a força? Isso é assédio. Ou quando dizem que você tem que aguentar tudo isso porquê usa roupas de "puta"? Também é assédio.

    Eaí, meninas? Gostaram da Campanha da Think Olga? Saibam mais sobre ele aqui.

    quinta-feira, 19 de novembro de 2015

    VAI TER ROUPA CURTA SIM!

    Desde pequena sempre ouvi que nunca deveria sair tarde na rua sozinha, que roupas curtas eram proibidas, que eu não devia, de modo algum, ter relações sexuais antes do casamento ou ficar com várias garotos durante minha vida, que mulheres que tem essas atitudes são "putas". Devo dizer que durante uma grande parte da minha vida acreditei nessa ideologia, de quê se violasse qualquer uma dessas coisas estaria sujeita a ser taxada como "puta" e teria que aceitar, afinal, eu estaria fazendo o que putas fazem. Hoje tenho apenas 17 anos, e a maior parte da minha vida pensei assim. Cheguei até mesmo taxar algumas garotas como puta por estarem infligindo as regras que me fizeram acreditar que existiam.
    Eis que eu cresci um pouco, o bastante para começar a pensar sozinha, e comecei a questionar. Por que diabos eu não podia usar uma saia curta? Oras, meu corpo, minhas curvas, minhas pernas. O que o restante das pessoas tem haver com isso? Se me sinto bem com devida roupa, o correto é que eu a use, certo? Então, por quê tanto mimimi se uma mulher resolve mostrar as pernas ou usar um decote? Essas perguntas foram surgindo, e junto com elas vieram várias outras. Cheguei até mesmo questionar minha mãe sobre isso, mas nenhuma de suas respostas me pareceram válidas. Segundo minha querida mãe, mulheres não devem usar roupas curtas, nem abusar de decotes, e se resolver usar deve aceitar calada os julgamentos e olhares maldosos, os abusos e até mesmos agressões. E assim como minha mãe, há várias pessoas por aí com o mesmo pensamento e até mesmo com pensamentos piores.
    Sabe o que mais me deixa perplexa com tudo? É saber que existem mulheres com pensamentos tão retrógrados, tão machistas. E quando falo dessas mulheres, não me refiro á uma minoria, e sim um grande número de mulheres machistas, que são capazes de julgar o caráter de uma pessoa apenas por um par de pernas a mostra. Me diz, onde está escrito que não se pode usar roupas curtas? Cada um é livre para usar o que bem entender, não é? Não é porque estou com uma saia ou um vestido curto que estou pedindo para ser abusada. Pelo contrário, NINGUÉM pede isso, mulher nenhuma pede para ser estuprada. Ela estar ou não de roupa curta, com decote ou não, estar enchendo a cara numa balada ou até mesmo estar na rua á noite sozinha, nada disso é pedir para ser "estuprada".
    Independente de como se veste, se comporta, toda mulher deve ser respeitada. Roupa não faz de ninguém puta. Mas taxar alguém assim pelo o que está vestindo faz de você um puta idiota machista.